Um roteiro assustador pelo Brasil com 9 lugares rodeados pelo sobrenatural. Vai encarar?

O Brasil é rodeado de belas paisagens, cidades histórias, grandes metrópoles e muitos outros atrativos para viajar pelo país. E para quem gosta de uma boa história cheia de suspense e questões sobrenaturais vai curtir esse roteiro feito pelo escritor especializado em tramas assustadoras, M. R. Terci, que mostra nove lugares de Norte a Sul que só podem ser visitados pelos corajosos. Vai encarar?

 

  1. Assombração da praia dos padres – Guarapari (ES): Vultos estranhos e vozes vindas do além-túmulo e um estranho episódio de exorcismo são a razão do apelido. Mesmo os turistas mais desavisados relatam rumores de múltiplas vozes ouvidas na praia deserta. Avistamento de sombras e fantasmas dos nativos são comuns. Não é permitido acampar na praia e permanência de transeuntes durante a noite tem sido reprimida pelas autoridades locais. É preciso muita cautela no trato com os moradores locais que são muito reticentes e demonstram certo pavor de falar sobre o assunto.

 

 

2. Assombração do Cemitério dos Caboclos  – Maringá (PR): O cemitério em questão foi abandonado há muito tempo pela mucipalidade local, de forma que observadas as devidas precauções, convém não se dirigir ao local sozinho. Os restos mortais de mestiços e índios foram sepultados no local até 1950. Comumente oferendas e outros rituais de religiões afro-brasileiras são encontrados sobre as lápides em péssimo estado. Os relatos falam de aparições, batuques e outros sons inexplicáveis, bem como uma estranha chuva de pedras-mineral que vem atingindo os telhados dessa comunidade há muitos anos.

 

3. Baía do Chacororé – Pantanal (Mato Grosso): Os moradores das comunidades ribeirinhas relatam que no final do século XIX, um barco afundou no Pantanal e todos os tripulantes e passageiros morreram afogados. Desde o ocorrido, o valente que montar a vigília em noite de lua cheia, poderá observar, na maré vazante, o barco ressurgindo do fundo das águas lamacentas, fantasmagoricamente estivada, rangendo em uníssono com os risos e vozeiro da tripulação até desaparecer, subitamente, sem deixar vestígios.

 

 

4. Fantasma de Bento Gonçalves – Triunfo (Rio Grande do Sul): A casa nasceu Bento Gonçalves em 1788 sempre foi cercada de mistérios e estranhos avistamentos. Após ser tombada como patrimônio histórico, tornou-se museu, onde pode examinar todo o tipo de artefato da Guerra dos Farrapos incluindo garruchas, revólveres, sabres, espadins e uniformes, machados de sangue. Muitas pessoas da cidade relatam que, à noite, os fantasmas dos combatentes mortos, incluindo o próprio Bento, andam pelos corredores.

 

 

5. Castelinho do Flamengo, Rio de Janeiro: Idealizado em 1916, é mais uma construção carioca que tem muita história para contar. O atraente edifício se tornou a moradia de Avelino Fernandes, sua esposa Dona Rosalina Feu Fernandes e sua filha Maria de Lourdes Feu Fernandes. Tudo indica que o casal Fernandes morreu em 1932, atropelados em frente à residência. Maria de Lourdes passou a ser criada por um tutor que a roubou e maltratou, deixando-a presa na torre principal da construção. Além dessa história de crime, crueldade e do assombro que o Castelinho causa em contraste com outros prédios da região, o pesquisador atento poderá, esquivando-se dos moradores de rua da circunvizinhança, constatar que após a morte de Maria, seu fantasma voltou para assombrar o lugar em busca de vingança. Seu atormentado espírito, muitas vezes, é avistado junto às janelas baças e empoeiradas. Qualquer que seja sua vedeta, convém, entretanto, não permanecer muito tempo no local.

 

 

 

6. Edifício Joelma, São Paulo: Cenário de uma das maiores tragédias paulistanas. Em 1° de fevereiro de 1974 , um incêndio matou 191 pessoas, deixando outras 300 gravemente queimadas. As histórias macabras do local, com todas as suas assombrações e mitos, no entanto, remetem a antes do incêndio. Anos antes, um professor chamado Paulo Camargo assassinou sua mãe e suas irmãs, suicidando-se depois. O investigante espectral atento, certamente perceberá que as assombrações relatadas vão além do incêndio e do múltiplo assassinato. A palavra para o local, dessa forma deixa de ser assombrado e toma contornos de amaldiçoado. Até o final do século XIX, o local abrigava um Pelourinho que segundo consta dos anais judiciosas da Província de São Paulo, foi regado com muito sangue de criminosos.

 

 

7. Hospital Colônia de Barbacena – Barbacena (MG): Palco de descaso de autoridades, o lugar foi criado pelo governo estadual, em 1903, para oferecer assistência aos alienados. Milhares de vítimas travestidas de pacientes psiquiátricos, sucumbiam de fome, frio, diarreia, pneumonia, maus-tratos, abandono e tortura, para lá eram enviados desafetos, homossexuais, militantes políticos, mães solteiras, alcoolistas, mendigos, indigentes, e doentes mentais. Em média, 16 pessoas morriam por dia e seus corpos eram vendidos ou decompostos em ácido para viabilizar o comércio das ossadas com as faculdades de medicina. Nos anos 1980, após a reforma antimanicomial o local passou a abrigar apenas 160  pacientes. Pacientes e funcionários da instituição dizem ouvir choro, gritos e pancadas nas paredes de celas vazias em uma ala desativada há muitos anos.

 

 

8. Mercado Modelo – Salvador, Bahia: Famoso em todo o Brasil por seu histórico de comércio, com mais de 250 lojas, grande variedade de artigos de artesanato, lembranças e restaurantes, é também conhecido por ser cenário de hórridas narrativas. O investigador do oculto que se prestar a consultar qualquer um dos lojistas do mercado, vai ouvir sobre seus túneis assombrados. A história oficial diz que os túneis que servem dispensa de bebidas de adega, antigamente tinha outra função. Os escravos que vinham da África eram ali trancafiados e muitos entre estes nunca mais viram a luz do dia. Há, ainda, gente que se perdeu por ali nunca mais foram vistas. O escrutinador nunca deve descer aos túneis sozinho.

 

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9. O fantasma de Lampião – Mossoró, Rio Grande do Norte: Em 1927, a cidade de Mossoró vivia um período de expansionismo comercial e industrial. Mas a riqueza que circulava na cidade despertou a cobiça do mais famoso cangaceiro do Brasil. Após dias de sítio à cidade, combates acirrados e custosas perdas, o cangaceiro e seu bando foram afugentados. Para alguns moradores da região, o lendário cangaceiro jamais aceitou essa derrota, e de tempos em tempos. bando fantasmagórico, tendo Virgulino Ferreira da Silva à sua vanguarda, é avistado cavalgando em redor dos limites do município, fazendo cerco, notadamente delimitado pelas nuvens de poeira que surgem sem que brisa alguma sopre. O cultista do estranho poderá constatar tal fenômeno apenas ao longo das madrugadas de maio.

 

 

 

Fonte: GLAMURA.UOL